
O aumento paulatino da sobrevida, fazendo com que indivíduos não mais atinjam apenas a 5ª década da vida e sim a 7ª , 8ª , 9ª e até a 10ª década, bem como o hábito cada vez maior da execução de esportes de carga, fez com que ocorressem com mais frequência os processos de degradação articular. Esta degradação articular nada mais é que, em alguns casos, uma consequência de uma maior utilização da máquina chamada corpo humano.
A medicina preventiva, primeiramente se preocupou com aqueles fatores que causavam a morte precoce do indivíduo, surgindo aí a era do coração, com a prevenção de patologias como o INFARTO do MIOCÁRDIO, a HIPERTENSÃO, e as LIPIDEMIAS. Existe, nos dias de hoje, uma preocupação cada vez maior com as alterações patológicas que causam incapacidade e são, em parte, decorrentes do aumento da sobrevida. Dentre estas patologias, encontram-se a OSTEOPOROSE e a OSTEOARTROSE, que são responsáveis por altos índices de incapacidade, gastos importantes para a previdência e PIORA DA QUALIDADE DE VIDA dos indivíduos.
Do ponto de vista médico, alguns dos grupos de risco para as patologias degradativas articulares já foram evidenciados, existindo uma preocupação da ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE (OMS) e das sociedades médicas especializadas, no sentido de algo se fazer para estes grupos de risco. O impacto sócio econômico quanto à estas patologias é tão importante, que a ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE determinou que a década de 2000 a 2010 fosse considerada a década do osso e da articulação.
Atualmente, existe uma tentativa de toda a indústria farmacêutica, em sintetizar novos produtos que possam ou, retardar o processo degradativo articular já instalado ou, melhorar o estado funcional das articulações, possibilitando, com isso, uma melhor qualidade de vida dos indivíduos.
Tentar evitar a OSTEOARTROSE e minimizar os sinais clínicos desta patologia, que é decorrente deste estado degradativo, é o compromisso dos médicos engajados no movimento articular 2000/2010 e dos novos fármacos lançados.
Consulte o seu médico especialista, e pergunte a ele da possibilidade de se fazer algo preventivo.
Dr. Antonio Carlos Novaes (Reumatologista)
Assistente Estrangeiro da Fac. de Med. de Paris