sexta, 25 de julho de 2014
OSTEOARTROSE - Cuidados para sua saúde
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OSTEOARTROSE
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A Osteoartrose Nodal

De todas as formas de osteartrose, talvez a forma periférica e nodal seja aquela que mais preocupe as mulheres, em uma determinada fase da vida. Frases como: "Minha mão está horrível!", "Meus dedos estão entortando!", "Meus anéis não servem mais!", são comuns nos consultórios de Reumatologistas e Ortopedistas.

A Osteoartrose nodal vem a ser um acometimento periférico da osteoartrose, sendo mais comuns em mulheres do que em Homens em uma proporção de 10 para 01, tendo seu início por volta da 4ª e 5ª década da vida. Via de regra, seu início coincide com as alterações hormonais próprias da menopausa.

Normalmente o acometimento de mãos é do tipo simétrico e bilateral, podendo ocorrer tanto em articulações interfalangianas distais quanto as proximais. O acometimento das interfalangianas pode ser, por vezes, indolor, sendo que algumas pacientes só se dão conta da importância e da gravidade desta doença quando as deformidades já estão instaladas.

Quando o comprometimento articular é das Interfalangianas proximais com formação de nodosidades, são estas chamadas de nódulos de Bouchard enquanto, o acometimento de inter falangianas distais tem suas nodosidades denominadas nódulos de Heberden.

Na grande maioria das vezes o aparecimento destas nodosidades se faz de maneira gradual e, com uma sintomatologia pouco dolorosa, ou mesmo sem sintomatologia dolorosa. Por vezes, em casos mais agudos, pode existir o aparecimento de cistos dolorosos, gelatinosos, com um conteúdo de ácido hialurônico e que, via de regra, regridem quando de terapêutica medicamentosa adequada, associada a procedimentos fisioterápicos de rotina como banhos de parafina e contraste, os quais são de grande valia na complementação terapêutica.

Dentro da própria Osteoartrose nodal, parece existir subtipos e padrões diferentes de acometimentos, muitas vezes acompanhados de sintomatologia sistêmica, sendo comum em mulheres o acometimento simultâneo de mãos e joelhos.

Tornam-se importantes na investigação desta doença à pesquisa e correção de fatores agregados, que podem influenciar negativamente na evolução. Fatores de ordem familiar, distúrbios tireoidianos, hiperuricemia, diabetis, alterações hormonais da menopausa devem sempre ser pesquisados e tratados conjuntamente.

Em um primeiro momento, é impossível determinar como se dará a evolução desta doença. Por vezes, observamos formas iniciais mais erosivas (mais destrutivas) e, por vezes, outras mais brandas.

Um acometimento específico da articulação trapézio/metacarpiana ou escafo/trapeziana denominada de Rizartrose ou artrose da base do polegar, também é uma variação de importância quanto ao fator dor e incapacidade.

A importância deste acometimento resulta no fato de ser o polegar o grande responsável pelo movimento de apreensão em pinça, que corresponde a 50% da capacidade funcional das mãos, segundo as mais diversas tabelas de seguradoras. Atividades por vezes comuns no dia a dia tais como esfregar roupa com a ponta dos dedos, tricotar, fazer crochet etc, devem ser avaliadas para cada caso pois podem influenciar negativamente na evolução das deformidades.

A instituição de um tratamento adequado tanto do ponto de vista articular com drogas específicas, quanto do ponto de vista Hormonal, associado a procedimentos fisioterápicos específicos, com certeza, são decisivos na modificação da evolução desta doença.

Consulte o seu especialista e informe-se. Quanto mais precoce é instituída a terapêutica, melhores são os resultados.

Caso queira visualizar alguns dos tipos de deformidades causados pela Osteoartrose nodal, clique aqui.

Dr. Antonio Carlos Novaes (Reumatologista)
Assistente Estrangeiro da Fac. de Med. de Paris


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