Sexta, 23 de junho de 2017
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A teoria mecânica da Osteoartrose

Quando falamos em uma cartilagem articular normal, estamos falando em um tecido conjuntivo denso, cujas células derivadas de uma célula mãe vão formar os condrócitos , estas sim células produtoras de cartilagem.

No processo de formação da cartilagem, os condrócitos, são responsáveis pela fabricação de uma substância denominada protocolágeno que, por um processo ainda não tão bem conhecido, aglutina-se, formando fibras de colágeno, as quais serão as grandes responsáveis pela resistência mecânica da cartilagem articular.

O colágeno do tipo II é o mais abundante na cartilagem articular e se dispõem de duas maneiras distintas.


  1. A primeira, formando verdadeiros arcos de sustentação, que funcionam como molas, ajudando na absorção de impactos diretos sobre a cartilagem.
  2. A segunda, funcionando como um verdadeiro sistema hidráulico, formado não somente pelas fibras colágenas mas também por mucopolissacarídeos sulfatados como o sulfato de glicosamina e o ácido hialurônico, sendo estes, os responsáveis pela agregação de moléculas de água que darão o caráter hidráulico da cartilagem, funcionando como uma esponja para diminuir o stress mecânico.

A integridade da cartilagem articular é diretamente proporcional a um mecanismo de neo formação e degradação de todos os constituintes da matriz proteica (colágeno, substância fundamental, sulfato de glicosamina) os quais dependem da capacidade do condrócito em fabrica-los.

Quando a cartilagem articular é submetida a um macro trauma ou um micro trauma de repetição, existe, segundo a teoria mecânica, uma quebra de grande número de fibras colágenas, o que produziria um fenômeno inflamatório local, com liberação de enzimas proteolíticas e degradação da cartilagem articular.

Neste processo de aumento de destruição, o condrócito, único tipo de célula existente na cartilagem articular, não teria capacidade de regenerar aquele excedente destruído, fazendo com que o dano articular persisti-se.

Substâncias que tivessem a capacidade de estimular o condrócito no seu trabalho de neo formação ou, que agregassem algumas das substâncias em falta na cartilagem articular, seriam consideradas substâncias condroprotetoras, e teriam sua utilidade dentro do processo de tratamento e prevenção da osteoartrose.

Nos processos clínicos de agudização da osteoartrose, ou seja quando esta cursar com fenômenos inflamatórios, o uso de anti inflamatórios se impõem, como medida momentânea, não só melhorando a sintomatologia local como bloqueando este processo agudo.

São inúmeros os tipos de anti inflamatórios existentes atualmente no mercado, sendo que o ideal para cada caso, deve ser sempre prescrito por um especialista habituado com o tratamento da patologia. É ele que poderá determinar a droga ideal para aquele momento.

Drogas condroprotetoras, também possuem efeito anti inflamatório, porém, este se manifesta em um período de tempo mais longo.

Via de regra, as crises de agudização dos processos de osteoartrose localizada, ocorrem em virtude de: macro traumas, micro traumas de repetição ou por desequilíbrio hormonal.

São elas auto limitadas, porém, a destruição decorrente deste processo pode ser permanente, sendo frequente por parte do paciente, a preocupação quanto ao tratamento de base da patologia somente quando grandes destruições já estão presentes, e já acarretaram certo grau de incapacidade.

No caso específico da OSTEOARTROSE (patologia degradativa articular), a prevenção é sempre o melhor remédio.

Pergunte ao seu especialista, como poderá ser feita a prevenção desta patologia.

Dr. Antonio Carlos Novaes (Reumatologista)
Assistente Estrangeiro da Fac. de Med. de Paris