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Osteoartrose Etiopatogenia e fatores de risco

Etiopatogenia - Apesar dos inúmeros estudos efetuados até os dias atuais, tentando desvendar qual o verdadeiro fator causal e inicial da Osteoartrose, uma teoria única sobre a origem e início da patologia ainda não foi confirmada. Várias hipóteses têm sido formuladas na tentativa de explicar a patologia e, dentre estas, ressalte-se a teoria mecânica, já apresentada anteriormente (vide tópicos anteriores) na qual propõem-se que sobrecargas repetitivas ou macro traumas podem desestruturar a malha de fibras colágenas e romper as cadeias de proteoglicanos diminuindo, com isso, o efeito de amortecimento de choque (função básica da cartilagem).

Esta alteração no balanço da quantidade de proteoglicanos faz com que haja uma hiper hidratação da cartilagem, com diminuição de suas propriedades viscoelásticas e, como conseqüência, maior transmissão dos estímulos ao osso sub condral, o qual se hipertrofia e perde complacência, acarretando com isso, o aparecimento de fissuras e fibrilações.

Somente esta teoria não consegue explicar todos os fenômenos existentes no processo de Osteoartrose já que acredita–se ser esta patologia decorrente da interação, também de fatores biológicos, genéticos e bioquímicos, que agiriam sozinhos ou em associação em todos os componentes das articulações (sinovia, cartilagem e osso sub condral).

As propriedades essenciais da cartilagem articular são dependentes de uma população celular específica (CONDRÓCITOS), que é a grande responsável pela produção dos componentes da cartilagem (colágeno + matrix protéica + proteoglicanos).

É o Condrócito o grande responsável, tanto pelo estado anabólico (síntese), quanto catabólico (destruição) da cartilagem articular, desempenhando seu papel específico, dependendo do estímulo existente.

Como já vimos anteriormente, um tecido cartilaginoso eficiente depende do equilíbrio entre formação e destruição, sendo o desequilíbrio entre estes dois estímulos, o causador da patologia.

Fatores de Risco - A pratica médica e os estudos epidemiológicos têm relacionado vários fatores de risco para a osteoartrose, sendo que a idade constitui um destes fatores. Diante desta afirmação e, com o aumento da sobrevida da população mundial, torna-se a osteoartrose uma patologia de importância crucial em termos de saúde pública.

São apontados dois grandes grupos de fatores de risco para esta patologia. O primeiro decorrente da suscetibilidade individual e o segundo derivado dos fatores mecânicos.

São considerados fatores de suscetibilidade individual a:


  1. Hereditariedade (filhas de mães com artrose tem mais probabilidade de desenvolver a patologia).
  2. Fatores Hormonais (descontroles hormonais propiciam a agudização da doença).
  3. Obesidade (indivíduos obesos possuem maior carga articular propiciando os fenômenos degradativos).
  4. Massa ósseo (alterações de massa óssea interferem no aparecimento da patologia).
  5. Hipermotilidade (a hipermotilidade implica em maior stress articular e, como conseqüência, maior facilidade na ruptura da malha colágena)
  6. Doenças metabólicas.

São considerados fatores mecânicos:

  1. Macro traumas.
  2. Traumas repetitivos localizados.
  3. Sobrecargas esportivas.
  4. Uso inadequado de aparelhos de musculação.
  5. Alteração da biomecânica normal da articulação.

Em muitos destes fatores de risco há como se intervir, através de uma correção ou tratamento precoce, tentando evitar o aparecimento desta patologia.

Perda de peso, equilíbrio e controle hormonal, orientação esportiva correta, uso de calçados adequados, correção de posturas, são medidas úteis e que podem ser adotadas precocemente.

Um especialista habituado com o tratamento desta patologia poderá ser consultado ajudando-o na maneira adequada. Previna-se.

Dr. Antonio Carlos Novaes (Reumatologista)
Assistente Estrangeiro da Fac. de Med. de Paris